São cada vez mais as pistas que falam de um passado marciano muito mais húmido do que hoje se pode ver na maior parte da sua superfície. Missões espaciais anteriores já detectaram erosões no solo que devem ter sido feitas por grandes cursos fluviais, algo que agora confirma Mars Rover Opportunity, da NASA, que encontrou sedimentos depositados por esses rios do passado.
A sonda detectou veias brilhantes de um mineral que parece gesso. "Estas formações dizem-nos que a água atravessou a rocha por fracturas subterrâneas”, afirma Steve Squyres, investigador principal do 'Opportunity', da Universidade de Cornell, EUA. A veia mineral mede menos que dois centímetros de largura e ressalta sobre as rochas que existem à sua volta.
Em Novembro, os investigadores utilizaram um espectrómetro de raios-X e a câmara panorâmica do 'Opportunity' para estudar em detalhe este rastro fluvial, chamado de 'Homestake' . Esses instrumentos permitiram detectar sulfato de cálcio puro, cuja estrutura cristalina é feita com água. O gesso é um sulfato de cálcio hidratado.
Outras observações anteriores, realizadas desde a órbita marciana, já tinham detectado gesso em Marte. Existe até um campo de dunas de gesso no norte do planeta que tem sido comparado com o Monumento Nacional White Sands, no Novo México . "Ainda é um mistério de onde vem este gesso do norte. No ‘Homestake’, vemos o lugar certo onde se formou, por isso é importante verificar se há depósitos semelhantes noutras regiões do planeta", disse Benton Clark, da mesma equipa de Squyres.
O 'Opportunity' também descobriu que a rocha onde está a veia está integrada por minerais como o sulfato de magnésio,ferro, e cálcio indícios de que estiveram molhados durante milhares de milhões de anos. O 'Opportunity' e o seu gémeo 'Spirit' terminaram a sua missão principal em Abril de 2004, depois de passarem três meses na superfície do Planeta Vermelho, mas ambas sondas continuaram a enviar dados para a Terra. O 'Spirit' cortou a sua comunicação com o nosso planeta em 2010, mas a outra sonda da NASA continua a explorar e dirige-se agora para uma zona da cratera Endeavour chamada de "Cape York 'para proteger os seus painéis solares num ângulo adequado para o inverno marciano.
Fonte: http://naturlink.sapo.pt

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